Publicado por: Conselheiro Fnord | 22/10/2013

MUNDO DISCORDIANISTA: Polêmica!!!! Escândalo!!! Censura!!! Sem autorização, livro sobre Caetano acabou engavetado


EM NOME DA GRANDE DEUSA DA DISCÓRDIA!!

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/10/1358768-sem-autorizacao-livro-sobre-caetano-acabou-engavetado.shtml)

Muito antes de entrar no debate sobre biografias não autorizadas, Caetano Veloso já havia barrado uma pesquisa de sete anos sobre sua vida feita com seu conhecimento e a princípio com seu aval.

O caso ocorreu em 2004. Antes da desistência, a editora que publicaria a obra, Objetiva, elaborou um contrato com cláusulas exigidas pelo escritório que representa o músico. Uma era a participação nas vendas, reivindicação do grupo Procure Saber, que Caetano integra hoje.

O trabalho foi realizado de 1997 a 2004 pelo compositor e poeta Carlos Eduardo Drummond, 42, e pelo funcionário público Marcio Nolasco, 44, cuja mãe é próxima de Rodrigo Velloso, irmão de Caetano.

Rony Maltz/Folhapress

Os autores Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco

Os autores Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco

Com a pesquisa avançada, a dupla contatou a Objetiva, que lhes pediu aval do biografado. Em 2001, levaram carta que teria sido escrita pelo cantor. "Como não se trata de biografia encomendada ou combinada de antemão, tenho ciência apenas de que os dois rapazes vêm entrevistando as pessoas […] nos termos adequados", diz o texto.

A situação mudou em 2004, quando a editora buscou a autorização do escritório que representa Caetano, então comandado por Conceição Lopes e Paula Lavigne, ex-mulher e empresária do cantor.

Além da participação nos direitos autorais da obra, o escritório exigiu a retirada de cláusula que permitia a adaptação do livro ao cinema.

Editora e autores aceitaram.

Pelo contrato, Caetano levaria 5% dos direitos autorais. Cada autor ficaria com 2,5%, metade do estipulado a princípio. Outros 2,5% iriam para a jornalista Ana Maria Bahiana, que faria a redação final. Ela só confirma ter sido chamada para o projeto.

Em 2004, com o contrato prestes a ser assinado, Drummond recebeu uma ligação de Isa Pessoa, então diretora editorial da Objetiva, avisando que Caetano desistira do projeto. Não se soube a razão.

A editora, então, renunciou à publicação. Para Roberto Feith, sócio da Objetiva, ela tornara-se "inviável". "A chance de um processo seria alta", diz. Um ano antes, entrara em vigor o Código Civil, com os artigos que exigem a autorização do retratado ou dos herdeiros para biografias.

SEM FOFOCAS

"Não era uma biografia chapa-branca, mas também não era de fofocas. Era minuciosa", diz Drummond. Ele e Nolasco dizem ter feito 103 entrevistas e viajado com recursos próprios. Depois, receberam R$ 20 mil de adiantamento da editora, valor que a casa não pediu de volta.

Das pessoas próximas a Caetano, Paula foi a única que não falou com os autores. "Não havia histórias que denegrissem a imagem deles, não queríamos motivos para bloqueios", diz Nolasco.

A dupla diz que Caetano corrigiu "detalhes" e comentou o estilo do texto. "A postura dele era de que a obra era nossa", diz Drummond. A editora, porém, quis convidar um escritor "mais qualificado", segundo Feith, para "dar forma à pesquisa". "O trabalho era admirável, mas o texto não era bom", diz.

Antes de aceitar Ana Maria Bahiana, Caetano, segundo os autores, sugeriu o nome do poeta Eucanaã Ferraz, seu amigo, que recusou. "Disse ao Caetano que a publicação não valia a pena, não pela pesquisa, mas pela qualidade do texto", afirma Ferraz.

Conceição Lopes diz não se lembrar da história. A Folha enviou e-mails a Paula Lavigne, Caetano e à assessoria do cantor, sem resposta até o início da tarde de ontem. Por telefone, a assessoria disse estar ciente das questões.

Rony Maltz/Folhapress
Carta que teria sido escrita por Caetano Veloso, dando aval à obra
Carta que teria sido escrita por Caetano Veloso, dando aval à obra

Na casa de Drummond, na zona norte do Rio, a Folha viu e-mails da editora, a minuta do contrato e a carta creditada a Caetano. "Documentos […] a que tiveram acesso me surpreenderam e emocionaram. Isso anima-me a encorajar a continuação da pesquisa", teria escrito ele.

O material que sensibilizou o baiano, dizem os autores, incluía cartas, fotos e um caderno com desenhos de 1961 e 1962, em que ilustrou rostos femininos, como o de Maysa.

"Engavetamos um livro que lançaria luz sobre os primeiros anos de Caetano. Falamos com gente que não está mais viva, como dona Canô [mãe do cantor]. Se fizerem outra biografia, essa parte da história terá sido perdida", afirma Drummond.

Ele nunca mais ofereceu o projeto a ninguém. "As editoras não bancariam uma disputa em favor de dois desconhecidos. Era uma briga desproporcional."

Outra:

Fonte: (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/10/1354717-internautas-criam-biografia-pirata-de-caetano-no-facebook.shtml)

Internautas criam ‘biografia pirata’ de Caetano no Facebook

Como consequência da discussão sobre biografias não autorizadas no meio artístico brasileiro, foi criada na quarta-feira (9) no Facebook a página "Biografia do Caetano", um registro "pirata e coletivo" da vida do baiano, como está dito no perfil.

Caetano é um dos fundadores do Procure Saber, associação que entrou na disputa para manter a exigência de autorização prévia para a comercialização de livros baseados nas vidas de artistas.

Reprodução/Facebook/biografiadocaetano
A página 'Biografia do Caetano', criada na quarta (9) no Facebook
A página ‘Biografia do Caetano’, criada na quarta (9) no Facebook

"Ajude-nos a mapear a história deste ícone da MPB", pedem os fundadores na descrição da página.

O endereço traz dados biográficos reais (pequenas histórias da infância), vídeos (como um da década de 1970 em que ele diz que seu interlocutor é "burro" ou uma imitação de Caetano feita por Chico Anysio) e frivolidades, como reproduções de capas de revistas e montagens toscas.

Embora a iniciativa seja uma chacota com a campanha encabeçada pelo Procure Saber, sua presidente, Paula Lavigne (ex-mulher e empresária de Caetano), disse ter "adorado" o projeto.

"Isso sim é democrático, biografias na internet de graça já!", escreveu ela em mensagem em seu Twitter.

Outra:

Fonte: (http://andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2013/10/12/caetano-e-a-arte-de-escrever-muito-sem-dizer-nada/)

Caetano e a arte de escrever muito sem dizer nada

Em sua coluna do jornal “O Globo” (leia aqui), o compositor Caetano Veloso deu sua versão sobre a polêmica das biografias não autorizadas.

Li o texto algumas vezes e continuo sem entender por que Caetano defende a exigência de autorização a biografias.

No início da coluna, ele diz ser contra a exigência de autorização prévia de biografados:

“Todos que me conhecem sabem que essa é minha tendência. Na casa de Gil, ao fim de uma reunião com a turma da classe, eu disse, faz poucos meses, que ‘quem está na chuva é para se molhar’ e ‘biografias não podem ser todas chapa-branca’.”

No mesmo parágrafo, no entanto, o compositor admite que faz parte do grupo “Procure Saber”, que defende a exigência de autorizações para biografias. E pergunta:

“Então por que me somo a meus colegas mais cautelosos da associação Procure Saber, que submetem a liberação das obras biográficas à autorização dos biografados?”

Procurei na coluna a resposta a essa pergunta, mas não achei.

Achei, sim, ataques à imprensa, a “autores americanos” que o criticaram (Caetano os chama de “vira-latas”) e à “esquerda entalada”.

O compositor diz que os termos do Código Civil merecem ser mudados, mas não explica de que forma.

No lugar de defender objetivamente suas posições, lança frases como:

“Ficaremos todos mais ricos se virmos que o direito à intimidade deve complicar o de livre expressão.”

e

“Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. E que, se queremos que o Brasil avance nessa área, o simplismo não nos ajudará.”

Sim, Caetano tem razão, o simplismo não ajuda. Também não ajuda fugir pela tangente e não responder a três questões simples:

Por que você defende a exigência de autorização para biografias?

Por que você diz que isso não é censura (“Censor, eu? Nem morta!”)? Ao escolher quem não pode escrever sua biografia, você não está exercendo censura?

O que você acha que a iniciativa do “Procure Saber” vai representar para o futuro da pesquisa histórica no Brasil?

No trecho mais confuso e misterioso da coluna, Caetano escreve:

“Sou sim a favor de podermos ter biografias não autorizadas de Sarney ou Roberto Marinho. Mas as delicadezas do sofrimento de Gloria Perez e o perigo de proliferação de escândalos são tópicos sobre os quais o leitor deve refletir.”

Por que Sarney e Roberto Marinho foram citados como exemplos de pessoas públicas merecedoras de biografias não autorizadas? Estaria o compositor insinuando que algumas pessoas podem ser biografadas sem autorização e outras não?

A ver.

E tem comentários muito legais… Como esse do Guilherme Arantes!

O Novo Testamento poderá ser recolhido no Brasil ! O Biografado não autorizou e a familia não foi encontrada para receber direitos de liberação da privacidade !
Não há, na História, “biografia” mais manipulada do que a do grande Avatar, cuja fundamentação histórica , aliás, é muito questionada.Nem o Personagem , e nem a família foram consultados. Milhares de versões foram se multiplicando, apenas fundamentadas na tradição oral, o que hoje é meramente classificado como “fofoca”, “diz-que-diz”.Fortunas foram ganhas, impérios se agigantaram, ruíram, reergueram-se com novos nomes. Mas não há novidade nenhuma no mundão velho-de-guerra. Sempre a mesma bosta. O Ser Humano, criação suprema do Universo, é primordialmente um tubo produtor de fezes, e falante. Realmente o mundo “moderno” vai se consolidando como o único inferno que existe, irracional, truculento, grosseiro, escravizador, sem privacidade alguma, e é politicamente incorretíssimo ser retrógrado. Tudo pela informação, o direito do coletivo se impõe ao nobilíssimo indivíduo. Ser indivíduo é a coisa mais perigosa e proibida que existe.
Essa discussão sobre as biografias já caiu. O Procure Saber buscou uma razoabilidade que não se sustenta. É o maior barco furado desde a Arca de Noé, e quem entrou nessa, por mais justificáveis que fossem seus argumentos, já está condenado porque se tratam de direitos midiáticos num mundo que não quer saber de privacidade alguma. Sou contra figuras queridas e colegas de obras respeitáveis se exporem dessa forma, se tornando “Judas” ( aliás, os Judas também são necessários para a consecução de planos mirabolantes ). Pois que os biógrafos falem o que quiserem, liberdade total, luz do sol nas feridas. É inadmissível que biografias realmente vergonhosas possam se acobertar debaixo dessa manta autoritária. Na mesma barraca da privacidade das “celebridades respeitáveis” acampam os maiores bandidos da história. Como lutar a favor dessa estupidez ? Como se postar “heroicamente”, mas muito “retrogradamente” contra a construção de uma sociedade brasileira democrática , ainda tão rudimentar ? Muitas das entrevistas desse grupo, o Procure Saber, têm sido catastróficas, um pântano de enganos, um emaranhado de incongruências, areia-movediça de armadilhas, por si só um escândalo maior do que qualquer biografia não-autorizada. Lamentável. Olhem o estrago que está sendo feito nessas biografias ! Se a Justiça é incompetente ao aplicar sanções contra o estrago das biografias anti-éticas, e esse é o cerne da questão que a lei vigente visaria “proteger”, o que dizer da impunidade geral ? Como fica a população anônima, desprotegida de qualquer prerrogativa especial , sem poder algum de persuasão ? E depois que essa excrescência se consolidar, como vai ficar o Jornalismo ? Há, mesmo, o risco de que, de erro em erro, avancemos para uma sociedade totalmente blindada, chapa-branca .É porisso que essa lei vai cair, e não adianta essa chiadeira. Já caiu. Que perda de tempo !
Entendo que Roberto Carlos, um mestre no fascínio das multidões, deva muito, mas muito mesmo, de seu mito à aura de mistério que cerca sua vida, seus dramas, seus fatos obscuros, construindo uma “lenda” que rende muito mais assunto e proventos enquanto mantida cercada de segredos. Fela Kuti, Michael Jackson, Elvis, Napoleão, Hitler, Sha kespeare, Picasso, Bob Marley, todos os grandes ídolos sempre foram assim, um misto de humano e sobre-humano. As pessoas comuns também devem saber que isso é uma tática recorrente, desde os cafundós da História.
Querem exemplo mais flagrante do que o de Van Gogh, o “injustiçado” ? A “Aura do Mito” é tudo.
Mas o que seria da História sem as biografias, com erros, imprecisões? Uma biografia ruim, é ruim e irá para a lixeira. No final, ao correr dos séculos, o que ficam mesmo são as não-autorizadas. Eis o mundo.
Já que a discussão se generalizou, ocupando espaços monumentais nos formadores de opinião, seria muito mais adequada a liberação prévia das biografias, sim, desde que acompanhada de um quadro claro de sanções ( que não existe – depende de jurisprudências que também não existem) . Medidas balizadoras, valorando pesadamente, “a priori” ,os excessos eventualmente comprovados, os relatos mentirosos, e as devidas reparações, inclusive o recolhimento dos livros flagrantemente infratores, facilitando com isso a monitoração da Justiça, que é cronicamente desaparelhada de instrumentos efetivos para cumprir sua função. Mas a Justiça está aí pra isso.
Cá entre nós, se há uma modalidade pernóstica atualmente é a tal da Biografia de Celebridade-com-Jornalista. Esse tipo de biografia caça-níqueis eu não gosto, porque além de chapa-branca, geralmente é mal feita e resulta numa titica. Ou o cara conta a sua historia ou deixa para alguém contar.
Gostei muito da de Eric Clapton. A de Danuza Leão é um primor, genial , despudoradamente elegante. Erasmo Carlos fez uma biografia maravilhosa, contando suas engraçadas peripécias. E fez muito bem. É isso aí. Apoiado. Adorei, é ouro puro. Ninguém jamais contará sua história de forma tão humana, verdadeira, porque só ele estava lá, e sabe escrever como ninguém. Hoje, ele faz parte desse grupo da camisa-de-força. Porque ? Não entendi, porque gosto muito dêle como músico, poeta e escritor magistral. Sempre gostei quando ele cantava “Falem bem ou mal, mas falem de mim” .
Posso estar errado, posso até me arrepender um dia, e ser vítima de uma biografia maldosa, mentirosa, mas nesse caso ela não será biografia. Será ficção.

Mais…

http://oglobo.globo.com/cultura/penso-eu-10376274

Chico Buarque

Cantor, compositor e escritor

Penso eu
Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não

Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não. Também me disseram que sua biografia é a sincera homenagem de um fã. Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou.

O texto de Mário Magalhães sobre o assunto das biografias me sensibilizou. Penso apenas que ele forçou a mão ao sugerir que a lei vigente protege torturadores, assassinos e bandidos em geral. Ele dá como exemplo o Cabo Anselmo, de quem no entanto já foi publicada uma biografia. A história de Consuelo, mulher e vítima do Cabo Anselmo, também está num livro escrito pelo próprio irmão. Por outro lado, graças à lei que a associação de editores quer modificar, Gloria Perez conseguiu recolher das livrarias rapidamente o livro do assassino de sua filha. Da excelente biografia de Carlos Marighella, por Mário Magalhães, ninguém pode dizer que é chapa-branca. Se fosse infamante ou mentirosa, ou mesmo se trouxesse na capa uma imagem degradante do Marighella, poderia ser igualmente embargada, como aliás acontece em qualquer lugar do mundo. Como Mário Magalhães, sou autor da Companhia das Letras e ainda me considero amigo do seu editor Luiz Schwarcz. Mas também estive perto do Garrincha, conheci algumas de suas filhas em Roma. Li que os herdeiros do Garrincha conseguiram uma alta indenização da Companhia das Letras. Não sei quanto foi, mas acho justo.

O biógrafo de Roberto Carlos escreveu anteriormente um livro chamado “Eu não sou cachorro não”. A fim de divulgar seu lançamento, um repórter do “Jornal do Brasil” me procurou para repercutir, como se diz, uma declaração a mim atribuída. Eu teria criticado Caetano e Gil, então no exílio, por denegrirem a imagem do país no exterior. Era impossível eu ter feito tal declaração. O repórter do “JB”, que era também prefaciador do livro, disse que a matéria fora colhida no jornal “Última Hora”, numa edição de 1971. Procurei saber, e a declaração tinha sido de fato publicada numa coluna chamada Escrache. As fontes do biógrafo e pesquisador eram a “Última Hora”, na época ligada aos porões da ditadura, e uma coluna cafajeste chamada Escrache. Que eu fizesse tal declaração, em pleno governo Médici, em entrevista exclusiva para tal coluna de tal jornal, talvez merecesse ser visto com alguma reserva pelo biógrafo e pesquisador. Talvez ele pudesse me consultar a respeito previamente e tirar suas conclusões. Mas só me procuraram quando o livro estava lançado. Se eu processasse o autor e mandasse recolher o livro, diriam que minha honra tem um preço e que virei censor.

Nos anos 70 a TV Globo me proibiu. Foi além da Censura, proibiu por conta própria imagens minhas e qualquer menção ao meu nome. Amanhã a TV Globo pode querer me homenagear. Buscará nos arquivos as minhas imagens mais bonitas. Escolherá as melhores cantoras para cantar minhas músicas. Vai precisar da minha autorização. Se eu não der, serei eu o censor.

http://oglobo.globo.com/opiniao/pingo-nos-iis-10375852

O Globo

COMO SEMPRE, é o debate que ajuda a formar e qualificar opiniões.

ACONTECE AGORA na polêmica sobre as biografias. E nela, coerentes com a defesa da liberdade de expressão no sentido mais amplo, como estabelece a Constituição, somos a favor do direito de o biógrafo exercer seu trabalho, sem qualquer tipo de censura prévia. Assim como do direito do biografado de apelar à Justiça em busca de qualquer reparo.

LAMENTE-SE, apenas que, nesta saudável discussão, alguns tentem constranger O GLOBO com alusões descabidas.

Saia Justa

http://gnt.globo.com/saiajusta/noticias/_-Polemica-das-biografias–esquenta-em-entrevista-com-Paula-Lavigne-no–Saia-.shtml

‘Polêmica das biografias’ esquenta em entrevista com Paula Lavigne no ‘Saia’

Após uma semana de debates inflamados nas redes sociais, a “polêmica das biografias” chegou ao programa “Saia Justa”. O time liderado por Astrid Fontenelle recebe no estúdio a empresária Paula Lavigne, presidente do Grupo Procure Saber, que questiona a publicação de biografias não autorizadas no Brasil. “Nós fomos acusados de censores. Ninguém deu espaço na mídia para a gente se explicar”, disse Paula durante o programa.

O grupo, formado ainda por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan e mais artistas, se opõe à Associação Nacional de Editores de Livros (Anel), que move hoje uma ação no Supremo Tribunal Federal contra dois artigos do código civil. Pela lei, só podem ser publicadas biografias autorizadas pelo próprio biografado ou por herdeiros, o que, segundo a Anel, representa um atentado à liberdade de expressão.

No “Saia Justa”, Paula Lavigne nega que o Grupo Procure Saber queira censurar autores. “O que eu acho é que é uma irresponsabilidade a gente mexer numa coisa tão séria que é a vida privada das pessoas, sem a gente discutir”, explica a empresária. Paula também voltou a criticar a imprensa que, segundo ela, teria colocado o grupo como inimigo da liberdade de expressão. “As coisas foram deturpadas na imprensa, e nós fomos acusados de censores de uma maneira desrespeitosa”.

A jornalista Barbara Gancia, uma das apresentadoras do “Saia Justa” e colunista do jornal Folha de São Paulo, rebateu as declarações de Paula Lavigne. Para Barbara, questionar a publicação de biografias já é uma forma de censura contra as conquistas democráticas. “Você não pode regulamentar a arte, você não pode regulamentar a palavra. Você tem que deixar fluir”, disse ela. Ainda segundo Barbara, a lei deve garantir a liberdade de expressão acima de tudo e, em caso de abusos, a Justiça entra em cena. “Se você não gosta de alguma coisa que eu escrevi, você chama seu pai e me processa”, disse a jornalista à Paula Lavigne, fazendo, em tom de brincadeira, referência ao pai da empresária, o advogado Arthur Lavigne.

Casos reais
Ao longo da gravação, algumas polêmicas em torno das biografias também foram lembradas. A primeira delas disse respeito ao livro escrito por Paulo César Araújo sobre Roberto Carlos que, em 2007, conseguiu na Justiça proibir a publicação e a comercialização da obra. “A mim, interessa sim a biografia do Roberto”, afirmou Astrid contra a decisão do cantor.

“Quando a gente fala de privacidade, a gente confunde com subcelebridades, mas a gente está falando de artistas que fizeram parte da história deste País”, continuou a apresentadora, justificando o interesse do público pela vida de seus ídolos.

MUNDO DISCORDIANISTA !!

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