Publicado por: Conselheiro Fnord | 04/10/2012

MUNDO DISCORDIANISTA: Matéria Excelente!! Conhecendo os três tipos de religião, para priorização de esforços ao atacá-las


Conhecendo os três tipos de religião, para priorização de esforços ao atacá-las,
por Luciano Ayan

Amit Goswami: representante de 2 tipos de religião (mística e política)

É indesculpável que eu não tenha tratado este tema anteriormente, haja vista que o tema religião é um objeto central do ceticismo moderno. O ceticismo político, conforme aqui defendido (em sua variação do ceticismo em relação às religiões políticas), estimula o questionamento a um tipo específico de religião, nos mesmos moldes que os outros tipos de religião eram questionados no passado.

E o que são, então, os três tipos de religião? São: (1) religião mística, (2) religião tradicional e (3) religião política.

A religião mística inclui uma série de procedimentos, ritualísticas e métodos que permitem que alguém se enquadre em qualquer instituição que acredite em algum “princípio divino”, “comunhão universal” ou “energia final”, e nunca deixam muito claro o quanto de esotérico ou exotérico há nisso tudo. Aqui incluem-se adeptos da nova era, satanistas, thelemitas, bruxinhas wicca, cabalistas, rosa-cruzes, budistas e tudo o mais. A maioria deles costuma dizer que não tem dogmas, mas não demora para descobrirmos que a realidade é bem diferente do discurso.

A religião tradicional, por sua vez, é muito mais conhecida do grande público, e inclui coisas como cristianismo, judaísmo e islamismo. Embora existam ritualísticas, como na religião mística, temos uma característica de identidade de grupo muito mais forte, tanto que tais práticas costumam se tornar algo que se executa sem apelar a discrição. Por exemplo, as bruxas wicca, da religião mística, fazem seus rituais às escondidas. Os religiosos evangélicos, como pertencem à religião tradicional, fazem suas missas em locais onde todos possam vê-los. Até por esse fator, a religião tradicional é muito menos “marginal” que a religião mística.

Já a religião política, surgida de forma estabelecida com o advento do Iluminismo, e com as fortes críticas à religião tradicional feitas por Iluministas, não tem culto em um Deus, mas no homem, que seria considerado um “animal à parte, capaz de criar o paraíso em Terra”. Variações como marxismo, nazismo, positivismo e, especialmente, o humanismo, são suas maiores representações. A religião política odeia de morte todas as formas da religião tradicional, mas aceita algumas parcerias com a religião mística, como pode-se ver em materiais de autores como Amit Goswami e Fritjof Capra,em que a busca da “complexidade quântica” ou “unidade universal” é misturada com tons humanistas, com os quais prega-se o discurso de que um dia “o homem chegará lá”.

Da religião política, surgiram alguns ataques à religião mística, como aqueles feitos por Carl Sagan, James Randi e outros contra paranormais. Previsivelmente, estas pessoas notaram que estavam apostando no cavalo errado, pois alianças poderiam ser feitas entre a religião política e a religião mística. Por isso mesmo, a legião de neo-ateus, surgidos com os livros “A morte da fé”, de Sam Harris, “Deus, um Delírio”, de Richard Dawkins, seleciona mais estrategicamente o adversário. Ao invés de atacar a religião mística, ataca-se a religião tradicional.

Há um método em toda essa aparente loucura neo-ateísta. A religião mística não se envolve (muito) em assuntos públicos. Por seu caráter discreto, um místico não quer influenciar em leis que afetem o dia-a-dia dos outros, na maior parte do tempo. Já um religioso tradicional defende várias idéias que impactam a vida dos outros. Muitos deles são contra aborto, casamento gay e eutanásia, por exemplo, e quando leis surgem a partir destas idéias defendidas por religiosos tradicionais, elas impactam a vida daqueles que não compartilham de suas crenças. Por este motivo (dentre outros), neo-ateus defendem que a religião tradicional (que eles chamam apenas de “religião”) seja duramente questionada.

Ocorre que, muito mais do que a religião tradicional, a religião política influi nas vidas das pessoas que nela não crêem. Com seu culto ao estado, esquerdistas conseguem inchar o estado, e fazer com que o cidadão comum pague altos impostos. Isso é uma conseqüência direta de uma religião política na vida humana. Ao tentar proibir a manifestação da religião tradicional, os religiosos políticos mostram-se totalitários, em mais uma conseqüência direta de sua ação impactando a vida dos demais. Ao defender o “globalismo absoluto”, esquerdistas querem abrir as portas da imigração e afetar os empregos daqueles que pertencem a uma nação. Ao lutarem para que os criminosos não sejam punidos, acabam causando a morte de pessoas decentes nas mãos de criminosos libertos. Como se nota, posso ser repetitivo, mas é fácil demais encontrarmos elementos da religião política que afetam a vida daqueles que não acreditam nela. Isso tem uma explicação lógica: a religião política foi feita para a ação política, enquanto a religião tradicional por vezes explora a ação política.

Sendo assim, e já justificados pelo que os autores neo-ateus dizem (se uma crença é injustificada, e gera efeitos sobre os que nela não crêem, deve ser duramente criticada), podemos constatar que não há nenhuma religião menos justificada que a religião política, e ela gera efeitos sobre os que não acreditam nela o tempo todo. Por isso, se os neo-ateus fazem ataques à religião tradicional, são os céticos em relação a religião política que estão perdendo tempo. A meu ver, os ataques à religião política devem ser tão contundentes e duros que fariam o neo-ateísmo parecer um conjunto de afagos aos cristãos e islâmicos.

FONTE: http://lucianoayan.com/2012/10/03/conhecendo-os-tres-tipos-de-religiao-para-priorizacao-de-esforcos-ao-ataca-las/

Nota sobre o DISCORDIANISMO:

O Discordianismo é uma "Religião Paródia", um Reductio ad absurdum (redução ao absurdo) de uma Religião, Mística, Tradicional ou mesmo Política, uma vez que questiona, de forma "bem humorada" qualquer sistema de crenças.

Na WikiPedia encontrei uma descrição interessante: Reductio ad absurdum (redução ao absurdo ou redução ao impossível) é um argumento ou raciocínio falacioso que busca a "prova por contradição", ou seja, um tipo de argumento lógico no qual alguém assume uma ou mais hipóteses e, a partir destas, deriva uma consequência absurda ou ridícula, e então conclui que a suposição original deve estar errada. O argumento se vale do princípio da não-contradição (uma proposição não pode ser, ao mesmo tempo, verdadeira e falsa) e do princípio do terceiro excluído (uma proposição é verdadeira ou é falsa, não existindo uma terceira possibilidade).

Na lógica formal, reductio ad absurdum é usado quando uma contradição formal pode ser derivada de uma premissa, o que permite que alguém possa concluir que a premissa é falsa. Se uma contradição é derivada de uma série de premissas, isso mostra que pelo menos uma das premissas é falsa, mas outros meios devem ser utilizados para determinar qual delas.

Reductio ad absurdum também é usado muitas vezes para descrever um argumento no qual uma conclusão é derivada de uma crença que todos (ou pelo menos aqueles que argumentam contrariamente) aceitarão como falsa ou absurda. No entanto, essa é uma forma débil de redução, uma vez que a decisão de rejeitar a premissa requer que a conclusão seja aceita como absurda. Embora uma contradição formal seja por definição absurda (inaceitável), um argumento reductio ad absurdum simplório pode ser rejeitado simplesmente aceitando propositadamente a conclusão absurda, pois ela por si própria deixará transparecer o seu teor paradoxal.

Há uma concepção errônea comum de que reductio ad absurdum simplesmente denota um "argumento bobo" e é por si somente uma falácia lógica. Contudo, isso não é correto. Uma redução ao absurdo apropriadamente estruturada constitui um argumento válido.

Enfim, na minha opinião, o DISCORDIANISMO representa uma "Porta de Entrada" ao Ceticismo, embora a primeira vista os conceitos do DISCORDIANISMO possam parecer "bobos" ou "humorísticos"… Mas de qualquer forma, o Entendimento ou o Não-entendimento depende de quem lê… 🙂

Conselheiro FNORD

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