Publicado por: Conselheiro Fnord | 27/10/2011

Estudo diz que planeta-anão é “gêmeo” de Plutão


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Cientistas anunciaram nesta quarta-feira que um planeta-anão, localizado nas profundezas do espaço, e que provocou uma das maiores controvérsias da astronomia moderna, parece ser um "gêmeo" mais frio de Plutão. O grupo internacional de astrônomos descobriu ainda que o tamanho do planeta-anão Eris é menor do que se pensava, com dimensões inferiores a de Plutão, na pesquisa publicada pela revista Nature.

Atmosfera
A superfície de Eris é anormalmente brilhante, o que sugere que tem uma cobertura gelada, que de alguma forma é refrigerada. Se fosse permanentemente assim, a superfície seria escurecida por raios cósmicos e impactos de micrometeoritos ao longo do tempo.

A teoria é a de que Eris tem uma atmosfera rica em metano que, nas profundezas do espaço, congela até a superfície, mas de tempos em tempos revive e depois volta a se congelar.

Quando o planeta-anão alcança a parte mais próxima de sua órbita elíptica em torno do sol – "meras" 30 unidades astronômicas (UAs) ou 30 vezes a distância entre a Terra e o Sol – sua superfície congelada se aquece o suficiente para ficar gasosa e criar uma atmosfera tênue, porém temporária.

Segundo este cenário, quando volta a se afastar do Sol, a atmosfera novamente congela, "aderindo" à superfície. "Neste caso, Eris seria um gêmeo adormecido de Plutão, com uma superfície gelada e brilhante, criada por uma atmosfera em colapso", sugeriu o estudo, chefiado por Bruno Sicardy, da Universidade Pierre e Marie Curie e do Observatório de Paris.

Eris tem um satélite, Disnomia, nome da filha da deusa, que em grego significa desordem. Mãe e filha levam meio milênio – precisamente 557 anos – para dar a volta ao Sol. Plutão e suas luas completam a jornada em 248 anos.

Tamanho
José Luis Ortiz, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), um dos centros espanhóis que participaram da pesquisa, detalhou nesta quarta-feira que os novos dados surpreendem ao reduzir o raio estimado de Eris em cerca de 1,163 mil km.

Este número está muito abaixo dos cálculos anteriores que o situavam entre 1,2 mil e 1,4 mil quilômetros e que o transformaram no maior objeto do Cinturão de Kuiper, uma região transnetuniana povoada por corpos rochosos e gelados.

Agora parece que Plutão, com um raio de entre 1,15 mil e 1,2 mil quilômetros, poderia recuperar o posto como o maior objeto desta região, segundo o CSIC. "No entanto, isto é difícil de precisar, já que Plutão tem uma atmosfera que interfere nas medidas do diâmetro", especificou Ortiz.

Eris X Plutão
Eris foi descoberto em 2005 e os primeiros cálculos diziam que seu tamanho superava o de Plutão, o que contribuiu para que a União Astronômica Internacional deixasse de considerar este último como planeta.

Embora de início tenha se falado de um décimo planeta, finalmente se redefiniu o conceito que não incluía nem Eris nem Plutão, já que a União Astronômica decidiu que ambos passariam a integrar uma nova categoria de objetos, os planetas anões, reduzindo o número de planetas do sistema solar para oito.

O estudo também determina que o albedo de Eris (a fração de luz refletida em relação da que incide) é pelo menos de 90%, o que o transforma em um dos objetos mais brilhantes do Sistema Solar, já que apenas algumas luas de Saturno refletem uma porcentagem maior.

Sua massa e densidade, maiores que as de Plutão, sugerem que se trata de um corpo pouco rochoso e coberto por uma camada de gelo. Os resultados essenciais do trabalho foram obtidos a partir de dois telescópios no observatório de San Pedro de Atacama e La Silla, ambos no Chile.

Atualmente existem poucos planetas-anões aceitos como tais – Ceres, Eris, Plutão, Makemake e Haumea -, mas vários deles ainda estão sendo classificados. Além disso, a previsão é que, no futuro, sejam descobertos outros, chegando talvez a centenas, segundo Ortiz.

Com informações da EFE e da AFP.

FONTE: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5436610-EI301,00-Estudo+diz+que+planetaanao+e+gemeo+de+Plutao.html

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Estudo revela detalhes de Eris, gêmeo congelado de Plutão

Eris tem um satélite, Disnomia, nome da filha da deusa, que em grego significa desordem.

Mãe e filha levam meio milênio – precisamente 557 anos – para dar a volta ao sol. Plutão e suas luas completam a jornada em 248 anos.

26 de Outubro de 2011

France Presse

PARIS, 26 Out 2011 (AFP) -Cientistas anunciaram nesta quarta-feira que um pequeno planeta, localizado nas profundezas do espaço, e que provocou uma das maiores controvérsias da astronomia moderna, parece ser um "gêmeo" mais frio de Plutão.

O estudo, publicado na revista científica Nature, é a maior pesquisa sobre o enigmático planeta conhecido como Eris, cuja descoberta em 2005 suscitou questionamentos a respeito do Cinturão de Kuiper, uma região de corpos celestes gelados situada além da órbita de Netuno.

Eris assombrou os astrônomos. Inicialmente, estimava-se que fosse tão grande quanto Plutão, que foi rotulado como o menor e mais longínquo planeta do Sistema Solar após sua descoberta, em 1930.

A existência de Eris significa que um grande número, talvez centenas de outros planetas, só estejam esperando para ser descobertos no Cinturão de Kuiper.

Mas será que estes corpos celestes – inclusive o próprio Plutão – seriam grandes o suficiente para serem considerados verdadeiros planetas?

A resposta veio em 2006, quando Plutão foi rebaixado pela União Astronômica Internacional (UAI) para a nova categoria de "planeta-anão", na qual está na companhia de Eris, o grande asteroide Ceres e outros dois grandes corpos do cinturão de Kuiper, Makemake e Haumea.

O rebaixamento de Plutão foi impopular para o público e fortemente contestada até hoje por muitos astrônomos, tornando assim o nome de Eris – em alusão à deusa grega da discórdia – muito apropriado.

A nova pesquisa usou dois telescópios gigantes no deserto chileno do Atacama, que observaram Eris em sua passagem em frente a uma estrela em novembro de 2010, dando pistas sobre seu tamanho e superfície a partir da distorção da luz estelar.

Foi uma proeza técnica, já que Eris estava cerca de 100 vezes tão distante da Terra do que a Terra está do sol, o que faz dele o corpo celeste mais distante do Sistema Solar a ser observado com sucesso desta forma.

O retrato de Eris que emerge é o de um objeto em forma de esfera com diâmetro de 2.326 km, mais ou menos 12 km, que é uma fração menor do que medições feitas anteriormente.

Em termos de tamanho, é singularmente quase o dobro de Plutão, cujo diâmetro é calculado entre 2.300 a 2.400 km.

A superfície de Eris é anormalmente brilhante, o que sugere que tem uma cobertura gelada, que de alguma forma é refrigerada. Se fosse permanentemente assim, a superfície seria escurecida por raios cósmicos e impactos de micrometeoritos ao longo do tempo.

A teoria é a de que Eris tem uma atmosfera rica em metano que, nas profundezas do espaço, congela até a superfície, mas de tempos em tempos revive e depois volta a se congelar.

Quando o minúsculo planeta alcança a parte mais próxima de sua órbita elíptica em torno do sol – "meras" 30 unidades astronômicas (UAs) ou 30 vezes a distância entre a Terra e o sol – sua superfície congelada se aquece o suficiente para ficar gasosa e criar uma atmosfera tênue, porém temporária.

Segundo este cenário, quando volta a se afastar do sol, a atmosfera novamente congela, "aderindo" à superfície.

"Neste caso, Eris seria um gêmeo adormecido de Plutão, com uma superfície gelada e brilhante, criada por uma atmosfera em colapso", sugeriu o estudo, chefiado por Bruno Sicardy, da Universidade Pierre e Marie Curie e do Observatório de Paris.

Eris tem um satélite, Disnomia, nome da filha da deusa, que em grego significa desordem.

Mãe e filha levam meio milênio – precisamente 557 anos – para dar a volta ao sol. Plutão e suas luas completam a jornada em 248 anos.

FONTE: http://acritica.uol.com.br/noticias/Estudo-detalhes-Eris-congelado-Plutao_0_579542268.html

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