Publicado por: Conselheiro Fnord | 25/10/2011

ARTIGO MUITO INTERESSANTE!! De onde vem o mal?


Novos estudos revelam o que está por trás da crueldade. Agora, os cientistas se empenham em encontrar uma maneira de curá-la

Preso a uma cadeira e com as pálpebras abertas à força por uma máquina, o assassino Alex é obrigado a assistir a longas horas de vídeos com cenas de violência explícita. Algo que ele, em princípio, gosta. Drogado para associar as imagens na tela a sentimentos de dor extrema, o criminoso passa a sentir aversão à crueldade e, finalmente, é considerado recuperado. Quarenta anos depois da clássica cena do filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, a busca de uma cura para a maldade deixou de ser ficção científica. Ela hoje está presente no cotidiano de dezenas de centros de pesquisa pelo mundo. Laboratórios na Alemanha, nos Estados Unidos e na Inglaterra abrigam scanners que medem o fluxo de sangue no cérebro e aparelhos de sequenciamento genético que ajudam a traçar uma nova anatomia do mal dentro do ser humano.

Como resultado, a ciência encontrou áreas cerebrais envolvidas no controle da maldade, genes relacionados à crueldade e situações em que até mesmo os mais bondosos podem se transformar em torturadores. Numa análise do que aconteceu durante as torturas da prisão de Abu Ghraib, por exemplo, cientistas citam fatores como o estresse dos soldados, o tipo de comando e até o calor excessivo como alguns dos ingredientes de uma situação perfeita para que pessoas tidas como de bem libertassem seu lado torturador. Estudos também mostram que por trás daquela dificuldade de se conter em partir para a briga em discussões pode estar uma falha em algumas regiões cerebrais.
As descobertas, no entanto, já inspiram técnicas para corrigir a mente tão controversas quanto as do filme. Entre elas, a oxitocina, uma droga que age no cérebro para melhorar o comportamento moral, e terapias preventivas com crianças que apresentam risco de se tornarem psicopatas. As pesquisas mostram que fazer o mal pode não ser uma questão de livre-arbítrio. Pessoas fizeram atos de crueldade não porque escolheram, mas porque apresentaram uma deficiência no cérebro, sugere o Ph.D. em psicologia e professor da Universidade de Cambridge, Simon Baron-Cohen, que acaba de lançar o livro Science of Evil (A Ciência do Mal, ainda sem edição no Brasil), obra na qual revisa mais de 300 estudos da área.

LEIA NA ÍNTEGRA:

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT244262-17773,00.html

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