Publicado por: Conselheiro Fnord | 04/12/2009

O Mito de Starbuck


O Mito de Starbuck
do Principia Discordia, Primeira Edição e Summa Universalia

Era uma vez um pedregulho, colocado de forma precária no limite mais alto de um penhasco. Por centenas de anos aquele pedregulho estava lá, balançando e balançando, mas sempre mantendo um equilíbrio perfeito. Mas um ano, aconteceu uma severa tempestade, severa o suficiente foi para tirar o pedregulho de sua majestosa altura e quebrá-lo nos pés do penhasco, muito, muito abaixo. Desnecessário dizer, a pedra se desfez em várias peças. Onde ele caiu, o chão foi coberto com um verdadeiro tapete de pedrinhas – algumas pequenas e algumas largas – mas pedras e pedras e mais pedras tantas quantas você poderia ver caminhando por horas.

Um dia, depois disso tudo, um jovem homem com o nome de Ichabod apareceu na área. Sendo ele um indivíduo de mente e poder de observação aguçados, naturalmente ele ficou bastante surpreso ao ver tantas pedras espalhadas tão perto do chão. Agora Ichabod era muito interessado na natureza das coisas, e ele usou toda sua tarde para medir o tamanho de pedras, sentindo o peso das pedras, e simplesmente refletindo sobre pedras em geral.

Ele passou a noite lá, não querendo perder seu achado milagroso, e acordou na outra manhã cheio de entusiasmo. Ele passou muitos e muitos dias no seu tapete de pedras.

Eventualmente ele notou alguma coisa muito estranha. Havia ali três quiçá largas pedras no tapete que formava um triângulo – quase (mas não totalmente) eqüilátero. Ele ficou pasmo. Olhando mais adiante ele viu quatro pedras brancas que estavam arranjadas em um quadrado assimétrico. Então ele viu que, desconsiderando uma pedra branca e pensando em uma cinza uns trinta centímetros adiante, era um quadrado perfeito! E se você escolher essa pedra, e aquela, e aquela, e aquela outra e mais aquela outra você tem um pentágono tão grande quanto o triângulo! E aqui temos um pequeno hexágono. E ali um quadrado parcialmente dentro do hexágono. E um decágono. E dois triângulos interligados. E um círculo. E um círculo menor dentro do círculo. E um triângulo dentro daquele que tem uma pedra vermelha, uma pedra cinza e uma pedra branca.

Ichabod gastou muitas horas vendo muitos desenhos que pareceriam mais e mais complicados assim que seus poderes de observação cresceram com prática. Então ele começou a registrar seus desenhos em um grande livro de couro, e como ele contou os desenhos e os descreveu, as páginas continuaram a se encher enquanto o sol continuava a retornar.

Ele havia começado seu segundo livro quando um amigo havia chegado. Seu amigo era um poeta e também era interessado na natureza das coisas.

“Meu amigo”, chorou Ichabod, “venha depressa! Eu descobri a coisa mais maravilha no universo.” O poeta correu pra ele, bastante ansioso para ver o que era.

Ichabod mostrou a ele o tapete de pedras… Mas o poeta riu e disse “não é nada, só pedras espalhadas!”

“Mas veja,” disse Ichabod, “veja aquele triângulo e aquele quadrado e aquele e aquele.” E ele continuou a mostrar para seu amigo o resultado de seu estudo de vários dias. Quando o poeta viu os desenhos ele passou para os livros e quando havia acabado, ele também estava maravilhado.

Ele começou a escrever poemas sobre incríveis desenhos. E enquanto ele escrevia e contemplava ele começou a ter certeza de que os desenhos precisavam significar alguma coisa. Tanta ordem e beleza é muito monumental pra ser simples. E esses desenhos estavam ali, Ichabod os mostrou para ele.

O poeta voltou para a vila e leu sua nova poesia. E todos que o ouviram vieram para o penhasco para ver em primeira mão os desenhos. E todos voltaram para a vila para espalhar a experiência. Então como o entusiasmo cresceu lá um grupo de pessoas que amavam beleza e natureza se desenvolveu, e foram todos viver nos desenhos eles mesmos. Juntos eles queriam ver cada desenhos que estava lá.

Alguns escreveram livros sobre triângulos. Outros descreveram os círculos. Outros concentraram-se nas pedras vermelhas – e eles foram os primeiros a ver desenhos surgindo fora do tapete. Eles, e alguns outros, viram desenhos onde quer que fossem.

“Como fomos cegos”, eles diziam.

O movimento cresceu, cresceu e cresceu. E todos que podiam ver desenhos sabiam que eles precisavam ter sido postos lá por uma força maior. “Nada, a não ser uma força maior”, diziam os filósofos, “poderia criar essa beleza imensa!”

“Sim”, disse o mundo, “nada a não ser um Deus poderia criar tanta ordem magnífica. Só um Deus poderia”.

E aquele foi o dia em que Deus nasceu. E desde então, todos os homens têm conhecido Deus pelo seu poder infinito e todos os homens têm amado-o por sua sabedoria infinita.

– – – – –

Extraído de um tratado sobre a natureza de Deus e o Movimento Erisiano, encontrado no SUMMA UNIVERSALIA, o trabalho sagrado de Malaclypse, O Jovem, K.C., Polipadre onisciente da virgindade dourada, e alto padre da franja herética e protestante persuasão do MOVIMENTO ERISIANO da SOCIEDADE DISCORDIANA ===== Salve Éris

Traduzido de: 


The Myth of Ichabod (The Myth of Starbuck)
From Principia Discordia, First Edition and Summa Universalia

This story appears as “The Myth of Ichabod” in the once virtually unfindable Principia Discordia, First Edition, and in the still unfindable Summa Universalia.  It is very closely related to “Starbuck’s Pebbles” found on page 54 of the easily findable Principia Discordia, Fourth Edition.   In a 1979 interview that appeared in the afterword to the Loompanics Edition of the fourth edition (is this confusing?), Greg Hill called this story “The Myth of Starbuck.”  Hill regretted that it hadn’t been used in the widely available Principia.  We are pleased to present it here.

Note that words that are listed in brackets, [ ], were difficult to read in the copy of the first edition we stole, but are almost certainly correct.  Two Smagmoids and a Fnord to Rev. DrJon Swabey for revealing this to us.

There once was a huge boulder, perched precariously, on the edge of a cliff.  For hundreds of years this boulder was there, rocking and swaying, but always keeping its balance just perfectly.

But one year, there happened to be a sever windstorm; severe enough it was, to topple the boulder from its majectic height and dash it to the bottom cf the cliff, far far below.  Needless to say, the boulder was smashed into many pieces.  Where it hit, the ground was covered with a carpet of pebbles–some small and some large–but pebbles and pebbles and more pebbles for as far as you could walk in an hour.

One day, after all this, a young man by the name of Ichabod happened on the area.  Being a fellow of keen mind and observational powers, naturally he was quite astounded to see so many stones scattered so closely on the ground.  Now Ichabod was very much interested in the nature of things, and he spent the whole afternoon looking at pebbles, and measuring the size of pebbles, and feeling the weight of pebbles, and just pondering about pebbles in general.

He spent the night there, not wanting to lose this miraculous find, and awoke the next morning full of enthusiasm.  He spent many days on his carpet of stones.

Eventually he noticed a very strange thing.  There were three rather large stones on the carpet and they formed a triangle–almost (but not quite) equilateral.  He was amazed. 

Looking further he found four very white stones that were arranged in a lopsided square.  Then he saw that by disregarding one white stone and thinking of that grey stone a foot over instead, it was a perfect square!  And if you chose this stone, and that stone, and that one, and that one and that one you have a pentagon as large as the triangle.  And here a small hexagon.  And there a square partially inside of the hexagon.  And a decagon.  And two triangles inter-locked.  And a circle. 

And a smaller circle within the circle. And a triangle within that which has a red stone, a grey stone and a white stone.

Ichabod spent many hours finding many designs that became more and more complicated as his powers of observation grew with practice.  Then he began to log his designs in a large leather book; and as he counted designs and described them, the pages began to fill as the sun continued to return.

He had begun his second ledger when a friend came by.  His friend was a poet and also interested in the nature of things.

“My friend,” cried Ichabod, “come quickly!  I have discovered the most wonderous thing in the universe.”  The poet hurried over to him, quite anxious to see what it was.

Ichabod showed him the carpet of stones…but the poet only laughed and said “It’s nothing but scattered rocks!”

“But look,” said Ichabod, ‘see this triangle and that [square] and that and that.”  And he proceeded to show his friend the harvest of his many days study. When the poet saw the designs he turned to the ledgers and by the time he was finished with these, he too was overwhelmed.

He began to write poetry about the marvelous designs.  And as he wrote and contemplated he became sure that the designs must mean something.  Such order and beauty is too monumental to be senseless.  And the designs were there, Ichabod had showed him [that.]

The poet went back to the village and read his new poetry. And all who heard him went to the cliff to see first hand the [carpet] of designs.  And all returned to the village to spread the word. Then as the enthusiasm grew there developed a group of those who love beauty and nature, all of whom went to live right at the Designs themselves.  Together they wanted to see every design that was there.

Some wrote ledger about just triangles.  Others described the circles.  Others concentrated on red colored stones–and they happened to be the first to see designs springing from outside the carpet.  They, and some others, saw designs everywhere they went.

“How blind we have been,” they said.

The movement grew and grew and grew.  And all who could see the designs knew that they had to have been put there by a Great Force. “Nothing but a Great Force,” said the philosophers, “could create this immense beauty!”

“Yes,” said the world, “nothing but a god could create such magnificent order.  Nothing but a God.”

And that was the day that God was born.  And ever since then, all men have known Him for His infinite power and all men have loved Him for His infinite wisdom.

– – – – –

Exerpted from a treatise concerning The Nature of Gods and The Eristesque Movement, to be found in the SUMMA UNIVERSALIA, the Holy Work of MALACLYPSE (THE YOUNGER), K.C., Omniscient Polyfather of Virginity-in-gold, and High Priest of The Heretic Fringe and Protestant Persuasion of the ERISIAN MOVEMENT of the DISCORDIAN SOCIETY ===== Hail Eris

Official Discordian Document #TD 1-1.2.2-4:11:64

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